A nossa história

Em 1982, num pequeno ateliê no coração da Póvoa de Varzim, uma jovem chamada Carlota abriu as portas da sua primeira ourivesaria. Era conhecida no bairro não por um título ou nome, mas pela sua postura — elegante, serena, com um caráter inconfundivelmente digno. As pessoas começaram a chamar-lhe "a dama da Póvoa". E quando chegou a hora de dar um nome à sua ourivesaria, não havia outro possível.

Carlota construiu a sua ourivesaria com base numa crença simples: uma mulher nunca deveria ter de escolher entre beleza e confiança. Cada peça que vendia era uma escolha pessoal. Cada cliente que entrava na sua loja saía a sentir-se vista, compreendida e nunca enganada.

Mais de quatro décadas depois, o seu legado continua através das suas duas filhas.

Amélia, agora com 58 anos, cresceu ao lado da mãe, a aprender a arte silenciosa da ourivesaria observando as mãos de Carlota na bancada. Há mais de 21 anos que se dedica a desenhar e criar joias artesanais, mantendo os mesmos valores que a mãe lhe transmitiu: nada sai do ateliê sem ser feito com cuidado, honestidade e qualidade duradoura.

Constança, de 51 anos, trilhou um caminho diferente antes de regressar a casa. Estudou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, uma das instituições de arte e design mais antigas e respeitadas de Portugal, fundada em 1836. Depois de 18 anos a construir a sua carreira na moda artesanal feminina, regressou à Póvoa de Varzim para ajudar a mãe a expandir o que sempre foi um negócio familiar — trazendo uma sensibilidade de design moderno, mas permanecendo fiel ao espírito que fundou a ourivesaria.

Hoje, As Joias da Carlota continua a ser, em essência, a mesma de 1982: um ateliê familiar onde três gerações de mulheres dedicaram as suas mãos, os seus nomes e a sua reputação a cada joia — criada não para a moda, mas para mulheres que merecem sentir-se tão confiantes, elegantes e cuidadas quanto a própria dama.